1 de novembro de 2026 07:51

Brasil estagnado e insegurança jurídica

Redação PA Notícias

Crise econômica e institucional

O que segue são compilações de uma palestra por JH da Fonseca. João Henrique da Fonseca é economista de formação, palestrante e escritor. Se nós aqui distantes no sertão temos estado tentando alertar os brasileiros para um inevitável desastre econômico, quanto mais o nosso personagem com acesso a dados e consultas.

O Brasil está parado desde 2011. Não sai do lugar há quinze anos. Está na rabeira do mundo, atrás de países como a Polônia e o Uruguai. Estamos ficando mais pobres, disse o economista. Tornam-se necessárias reformas estruturantes que não são debatidas no Congresso Nacional. Até pouco tempo em desvantagem, a Índia e o Iraque passaram o Brasil em infraestrutura. O fiasco é atribuído menos à situação fiscal que à insegurança jurídica do país que não possui instituições sólidas afugentando o necessário e vital capital estrangeiro que o país não tem. A crise econômica e institucional em que estamos atolados vem desde a presidência de Dilma Rousseff [irresponsavelmente feita presidente do Brasil por Luís Inácio Lula da Silva para garantir a sua volta ao poder].

Sobre instituições não sólidas e insegurança jurídica, a observação que Donald Trump indicou seis juízes para a Suprema Corte que não se dobra[m] a caprichos do presidente americano. A situação é tão grave que o governo está com dificuldade de captar empréstimos no mercado por tudo que temos argumentado. A dívida interna que correspondia a 60% do PIB em 2016 está na casa dos 82%, situação agravada pela série de escândalos de todos os tipos, cada um se defendendo como pode.

O economista citou, quase ipsis litteris, o que grafamos em matéria recente neste site: “Talvez agora a eleição vá forçar o PT a fazer o dever de casa”. Em nossas palavras, o PT deverá descascar o seu próprio abacaxi. Mais uma vez, não dissemos bobagens. Os próximos quatro anos podem trazer surpresas que ninguém ousa aventar.

O que gostaríamos de dizer, nesta conversa provinciana que vai se tornando corriqueira, é que a coisa poderia ser bem diferente agora – se tivessem escutado um mísero professor de inglês e português que não desiste de conversar a boa conversa com seus leitores, a despeito de insinuações e caras feias, perseguições – e segue em frente.

Francisco Nery Júnior

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