5 de outubro de 2026 19:20

Paulo Afonso após as eleições

Redação PA Notícias

Muita conversa para dividir com os paulafonsinos após o cinco de outubro. Vamos, primeiro, em relação à votação nacional, dizer que o Brasil entrou na rota direitista que o mundo entabulou. No Brasil, disparate de resultados em Pernambuco e na Bahia. Quem leu Casa Grande e Senzala e Sobrados e Mucambos de Gilberto Freire, entende Pernambuco. E quem nasceu e se criou em Salvador entende a Bahia. Até hoje não consigo comer frango sem um certo gosto amargo na garganta de tanto frango apodrecido que via ao passar nas esquinas de Salvador.

Muita, muita mudança aconteceu nesta última jornada eletiva. Muita conversa pela frente. Muita surpresa inclusive. Mas vamos, apenas, neste espaço do site, para início de conversa, focar em Paulo Afonso. Como todo mal traz um bem, se for considerado que a Bahia destoou do resto quase total do Brasil desenvolvido, nós, em Paulo Afonso, estaremos a cavalheiro nos próximos quatro anos, Lula ganhando ou perdendo no segundo turno.

O nosso prefeito tem acertado em suas decisões em termos de administração e desenvolvimento. Tem ido direto na mosca em muitas delas e se mostra bom de voto nas palavras da professora Conceição Tavares. Aliado do governador Jerônimo, com um deputado virtualmente distrital em Brasília, o acesso a verbas e projetos fica facilitado. Fácil prever que o que restou do domínio petista será concentrado na Bahia, com Lula ou sem Lula.

Infelizmente, há o perigo de secessão, de ruptura dentro do concerto nacional. Não vamos nos esquecer que a ideia de separação do sul do Brasil permanece na cabeça de muitos sulistas. Pode não haver clima para tal, mas o perigo é latente. Os brasileiros, ao contrário do propagado, não é tão dócil como pode parecer. É só dar uma estudadinha na história nacional.

Nós, paulafonsinos, podemos nos aproveitar do que acabamos de desenvolver, mas não carece alimentar a ideia de separação do concerto nacional. A América Latina se esfacelou em republiquetas sem poder de participação nas relações internacionais. Por um milagre, talvez pela força moral de um imperador esclarecido, temos nos mantido unidos em um Brasil continental que merece, finalmente, entrar no caminho do desenvolvimento.

Nos próximos dias, a expectativa de boas conversas com os leitores atentos do site, sempre na esperança de um Brasil melhor onde os cidadãos possam aprender a observar e optar pelo melhor para o país. Ganha proeminência o papel dos educadores, no sentido de pedagogos, na tarefa de treinar o educando na tarefa de ouvir, observar e desenvolver o raciocínio – e varrer do nosso país os malandros, muitos dos quais com o rabo entre as pernas a partir de ontem. A perseguição certamente virá, carece ser dito, mas as compensações são exponencialmente maiores.

Francisco Nery Júnior

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