31 de outubro de 2026 23:02

Cortar carboidratos à noite emagrece? Nutricionista esclarece cinco mitos sobre alimentação

Redação PA Notícias

Frutas, doces e produtos integrais também estão entre os alimentos cercados por informações equivocadas; especialista explica o que realmente importa em uma dieta equilibrada

Cortar o pão ou o arroz do jantar, evitar frutas por causa do açúcar e eliminar completamente os doces da rotina. Essas são algumas das regras que muitas pessoas seguem na tentativa de emagrecer ou manter uma alimentação saudável. O problema é que nem todas têm respaldo científico e, em alguns casos, podem levar a restrições desnecessárias.

Informações sobre nutrição circulam com frequência nas redes sociais e acabam transformadas em recomendações universais, mesmo quando as necessidades alimentares variam de pessoa para pessoa. Para ajudar a separar crenças de orientações fundamentadas, a nutricionista Andrezza Botelho esclarece cinco mitos comuns e explica o que deve ser considerado na construção de uma alimentação equilibrada.

1. Comer carboidratos à noite engorda?
O horário da refeição, isoladamente, não determina o ganho de peso. O resultado depende de um conjunto de fatores, como a quantidade total de energia consumida, a qualidade da alimentação, o nível de atividade física e as características individuais.
Por isso, alimentos como arroz, batata e massas podem fazer parte do jantar. O mais importante é que as porções estejam
adequadas às necessidades de cada pessoa, sem a necessidade de excluir os carboidratos apenas porque a refeição acontece à noite.

2. Frutas devem ser evitadas por quem quer emagrecer?
Embora contenham açúcares naturais, as frutas também são fontes de fibras, vitaminas, minerais e outros compostos importantes para a saúde. Para a maioria das pessoas, não há motivo para retirar esses alimentos da rotina com o objetivo de perder peso.
O ideal é observar o padrão alimentar como um todo, em vez de considerar apenas a presença de açúcar em um alimento. As frutas podem integrar uma dieta equilibrada e contribuir para a variedade nutricional das refeições.

3. Pular refeições acelera o emagrecimento?
Deixar de fazer uma refeição não garante resultados mais rápidos na perda de peso. Em algumas pessoas, esse hábito pode aumentar a fome e dificultar o controle da alimentação nas refeições seguintes.
A frequência das refeições deve considerar a rotina, as preferências e as condições de saúde de cada indivíduo. Não existe uma quantidade fixa de refeições que funcione da mesma maneira para todos.

4. Todo produto integral é mais saudável?
A palavra integral na embalagem não significa, por si só, que o produto seja nutricionalmente superior em todos os aspectos. Para fazer uma escolha mais consciente, é importante observar a lista de ingredientes e a tabela nutricional.
A quantidade de fibras, o teor de sódio e a presença de açúcares adicionados são alguns dos pontos que merecem atenção. Comparar produtos e verificar sua composição ajuda a identificar opções mais adequadas à alimentação.

5. É preciso cortar doces para ter uma alimentação saudável?
Uma dieta equilibrada não precisa ser construída com proibições absolutas. A frequência de consumo, o tamanho das porções e os hábitos alimentares como um todo têm mais importância do que classificar alimentos isoladamente como permitidos ou proibidos.

Restrições muito rígidas também podem tornar a alimentação mais difícil de manter ao longo do tempo. O equilíbrio está em compreender como cada alimento se encaixa na rotina, sem transformar a dieta em uma lista interminável de restrições. Para Andrezza Botelho, conhecer o que está por trás dessas crenças é fundamental para fazer escolhas mais conscientes. Em vez de seguir regras generalizadas ou dicas sem comprovação, o caminho é buscar informações confiáveis e considerar as necessidades individuais. Uma alimentação saudável não depende de cortar grupos alimentares ou seguir fórmulas prontas, mas de construir hábitos equilibrados que possam ser mantidos no dia a dia.

CORREIO

Por Perla Ribeiro

Carboidratos Crédito: Reprodução

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