22 de setembro de 2026 19:08

Dia da árvore, 21 de setembro

Redação PA Notícias

Meu velho e companheiro pai estaria completando 125 anos de idade em 21 de setembro. De mim recebeu, em todos os 21 de setembro, um presente que eu sabia lhe agradar: ele me via plantar árvores!

Dia da Árvore! Os poetas saem em campo e se regozijam com a imagem de uma árvore. Recorrem às mais extremas figuras de estilo e cantam as árvores; figuras tocantes, outras já batidas. É uma festa! Cantam e recantam.

Eles veem e tiram proveito da obra do maior plantador de árvores de Paulo Afonso. De fato, são dois a nos lembrar Dom Quixote e Sancho Pança: o doutor Amaury Menezes e Manoel José. Para os que moram para os lados do BNH, um ar puro, saudável e pleno de oxigênio vindo do Acampamento Chesf. Pelo visto, as árvores são uma benção. Não nos esqueçamos que estamos no Jardim do Éden. Que nos foi dado para cuidar. Pouco cuidamos. Às vezes, não o respeitamos. E sofremos as consequências.

Se fôssemos responsáveis, se tivéssemos governantes esquecidos do seu próprio umbigo, das farras e das falcatruas, responsáveis do voto que receberam do povão, as margens do São Francisco regurgitariam de árvores frondosas; viçosas e repletas de pássaros nos ramos.

A água do Velho Chico seriam abundante, os olhos d’água pipocariam, o rio seria uma via fluvial, o reservatório de Sobradinho sempre a alimentar as PAs de Paulo Afonso e região que seriam mais, muito mais que quatro. Teríamos PAs a perder de vista – com atividade econômica na região e royalties produtivos para os gestores fazerem a festa. Teríamos desenvolvimento que, parece que finalmente, os brasileiros começam a reconhecer como o único meio para o bem-estar e a felicidade deles; de todos os brasileiros. Banida parece estar a bobajada dos malandros que impede o grande salto para a frente que o Brasil teima em retardar.

Cantar o Dia da Árvore. Mas, sobretudo, plantar árvores a mãos cheias e acompanhar o seu desenvolvimento. Afinal, elas são vida. Sem elas, além da falta de desenvolvimento, neca de oxigênio para nos mantermos vivos. Simples assim.

Francisco Nery Júnior

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