16 de agosto de 2026 05:36

Paulo Afonso, saúde e festas

Redação PA Notícias

Nas esquinas de Paulo Afonso, o povo opina e se manifesta. Quem escreve mantém os ouvidos abertos. A voz do povo pode ser a voz de Deus. Eles comentam sobre a saúde e os festejos vários em nossa cidade.

Evidente que saúde é fundamental. Ela se refere à vida. Ainda hoje pude contemplar a vida; o seu valor e a razão de tudo ao lado do caminho e da verdade. Quid est vita (o que é a vida), argumentaria Pamplona. Ontem, nas dependências do quintal, o gato da vizinhança, useiro e vezeiro de um tira-gosto, parecia sofrer. Até olhou para mim com olhares súplices. Fiz o que podia: garanti a sua hospedagem e coloquei água e comida a seu dispor.

Hoje pela manhã, a primeira coisa ao levantar foi lhe render uma visita – para encontrá-lo estendido e morto, embora em paz. Ele estava morto. Nele, não havia mais vida. A razão da visita não mais se justificava. A vida! Vida que justifica a saúde – o cuidado por ela.

Quanto custaria a saúde em Paulo Afonso? Certamente, para ser servida a tempo e à hora com qualidade, muito mais que todo o Orçamento Municipal. Temos um SUS (Sistema Único de Saúde) que nem os Estados Unidos têm. Ainda bem que [isto] temos. A título de testemunho, caí, há cerca de três dias, e tive um corte aberto perto da sobrancelha. Corri para a UPA municipal e fui bem atendido. Tudo isso, porém, está longe do ideal. Não há recursos suficientes para o ideal.
A nossa impressão é que o possível em um Brasil pré-falimentar está sendo feito em Paulo Afonso.

Então a saúde na cidade das festas e promoções. O povão gosta de festas – que exigem recursos, os tais que muitos argumentam poderiam ser direcionados para a saúde!

Em primeiro lugar, festas e lazer podem ser considerados vetores de saúde. Mais importante, eles relaxam e evitam a explosão irracional de descontentamentos. Seria o caso do pão e do circo. Mais ainda, lazer e festas são o cumprimento de um direito consagrado na Constituição Federal de 1988.
(Artigo 6º: São direitos sociais a educação… o lazer…)

Ao que nos parece, o gestor que promove festas simplesmente está cumprindo uma determinação constitucional. Melhor, para o opositor, ir atrás de outras deficiências porventura existentes. Se a queixa (muita festa) acabar no Supremo Tribunal Federal, certamente terá perda de causa.

Francisco Nery Júnior

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