19 de agosto de 2026 23:13

Glória e ciclovias – Dia do Ciclista

Redação PA Notícias

Dezenove de agosto, Dia do Ciclista. Glória, que já tem uma ciclovia subaproveitada entre a orla do reservatório de Moxotó e o entroncamento da BA-210, possível beneficiária de um sistema de ciclovias na região.

Recebi, como cronista do site, um convite para comparecer a uma exposição sobre Evolução do Uso e Cobertura do Solo no período 1985/2024, do Centro Universitário do Rio São Francisco – UniRios, por meio do G7 Ambiental, Primeira ExpoMapas – Uso e Cobertura da Terra: Período 1985/2024 – transformação em 17 municípios da área de atuação da UniRios.

Os mapas expostos contemplam a formação florestal, a área urbanizada, a agropecuária e o corpo d’água. Digna de nota – e preocupação – a diminuição, no período citado, da formação florestal em favor da área urbanizada, da área ocupada pela agropecuária e os corpos d’água. A preservação das áreas nativas é uma questão de sobrevivência que se nos parece compatível com o desenvolvimento sustentável.

Dos dezessete municípios, o que menos alteração acusou, pelo exposto, foi o município de Glória. A conclusão de pouco desenvolvimento em relação aos outros pode ser precipitada. O conceito consagrado que nada se desenvolve à sombra de uma árvore frondosa (Paulo Afonso) pode ser evocado. Não obstante, o corpo d’água que aparece no mapa pode ser alegado em eventual réplica. Tal corpo, fundamental na criação de tilápias que lemos bem difundida no município, retira Glória de uma eventual inferioridade em termos de oportunidade, o que não impede a busca de outras alternativas.

Com este raciocínio, entra em jogo o relacionamento/parceria com o município de Paulo Afonso, destinado a ser um promissor centro regional. No Dia do Ciclista, o óbvio a ser dito é que se impõe um sistema de ciclovias na região, especificamente uma ciclovia entre Paulo Afonso e Glória (apenas cerca de dez quilômetros).

O crescimento global da região fatalmente – e muito em breve – fomentará a ocupação do espaço entre os dois municípios. A bicicleta, meio de locomoção barato e aceito (cinco mil bicicletas por dia entre o Mulungu e a ilha) entra na equação.

Os países mais adiantados planejam facilitar cada vez mais o deslocamento por “bikes” considerando um monte de benefícios que poderíamos aqui relacionar.

Assim sendo e desse modo, vivam os amantes do deslocamento ciclístico e que venham as nossas ciclovias.

Francisco Nery Júnior

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