28 de julho de 2026 17:21

Suicídios em Paulo Afonso

Redação PA Notícias

Temos lido sobre suicídios de pessoas valorosas e prezadas na nossa cidade nos últimos dias. Inicialmente, a tentação é considerá-las fracassadas. Talvez que elas não conseguiram chegar a objetivos muito altos, quiçá impossíveis, algo como que projetaram o passo sem considerar o alcance da perna. O fato é que elas se precipitaram e, talvez, não tiveram a paciência de esperar pelo amanhã em novo alvorecer. Me lembra o futuro presidente da Chesf, João Bosco, então meu aluno de inglês no Acampamento Chesf, a comentar sobre o perigo de se estabelecer objetivos excessivamente altos na vida. Transcrevemos, abaixo, matéria publicada no site dos Testemunhas de Jeová em 26 de julho, que pode nos ajudar a dominar as nossas inquietações e evitar medidas extremas. A tradução é nossa do original em francês.

Como enfrentar a inquietação? O que lhe inquieta? É sempre ruim se inquietar? O que você pode fazer? “Eu estou sempre a me dizer: ‘E se…?’ E se acontecer um desastre de carro? E se nosso avião caísse? Uma pessoa normal não se inquietaria tanto quanto eu a propósito de coisas que me agonizam” (Charles)

“Eu me aperreio o tempo todo como se eu fosse um hamster que gira na sua roda e que não vai a lugar algum. Eu vou à exaustão sem jamais conseguir fazer coisa alguma!” (Anna)

É sempre ruim se aperrear? Seja realista: o estresse ligado à inquietação pode ser um formidável motor. O estresse antes de um exame [ou concurso] pode incitá-lo provavelmente a estudar e conseguir uma melhor colocação!

O fato é que o estresse às vezes é útil desde que ele o leve a agir bem [de forma correta]. Mas o que fazer se a sua inquietação termina por enquadrá-lo em um labirinto de ideias negativas? O que você pode fazer? A inquietação é como uma cadeira de balanço. Ela lhe envolve, lhe ocupa, mas não faz você avançar. Nenhum de nós aumentará a duração da nossa vida ao se preocupar excessivamente. Ademais, o que hoje o inquieta poderá não ser importante amanhã, dentro de um mês, um ano ou cinco anos. Está escrito que o amanhã trará os seus cuidados. Não é ponderável antecipar problemas que talvez jamais acontecerão.

Aprenda a viver com o que você não pode mudar. Há situações que você não tem condição de enfrentar, o que não o impede de mudar a maneira de ver as coisas. Outrossim, vale a pena discernir as coisas mais importantes; relativizar as inquietações para não submergir.

Importante: um parente ou um amigo pode [pode] sem dúvida, lhe dar conselhos práticos sobre como acalmar a sua inquietação.

A matéria continua e se encerra com uma citação bíblica: “Eu te fortifico e venho em teu socorro”.

Encerramos com a convicção que a vida é um dom (presente) de Deus a ser preservado [a]. No porvir, não haverá palavras com que possamos agradecer este presente.

Francisco Nery Júnior

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