15 de maio de 2026 18:44

Téo 18.7

Redação PA Notícias

Assim mesmo, dezoito anos e sete meses. Tratamos do meu amigo Téo, filho da professora Adelina, um dos esteios do Ciepa firme e forte até hoje. Queremos dizer filho adotivo, com eu tenho a filha Lady. Ambos são caninos, mas de um valor inestimável para Adelina e para mim. Eles nos enchem de alegria. Saibam os leitores que sou muito mais mão de vaca para mim mesmo que para Lady. Perversão, poderiam dizer alguns. Desvio de finalidade? Talvez. O fato é que eles estão sempre por perto a nos ensinar fidelidade, cumplicidade e amor. Eles nos amam.

Fui ao dentista, bem ao lado de Téo, perto da Catedral de Nossa Senhora de Fátima que bem poderia ser reerguida do zero em um projeto à maneira de Brasília. Como cidadão e contribuinte, não obstante não pertencer ao honrado ciclo dos seus frequentadores, nada a obstar com a concessão de algum montante de verba pública para tal. Uma catedral será sempre uma catedral a ser respeitada por citadinos e turistas.

Saído do dentista, a batida na porta de Téo. Num canto significativo da casa, bem assistido e confortado, o velho Téo que eu sempre encontrava ativo e belo a animar o gramado em frenteà Catedral. Ficamos amigos e nos respeitávamos. É sempre bom termos amigos na praça.

Não mais se levanta o Téo. Muito menos enxerga, mas ainda ouve. Ele ouviu a voz de um amigo que não se deixou esquecer dele. Abriu os olhos, levantou a cabeça em tom de reconhecimento reconhecendo a minha voz.

Assim ganhei o meu dia. Melhor dizendo, o meu fim de semana, ao visitar um vetusto e provecto cão que soube me cativar e se tornar o meu amigo, amado e cuidado por uma professora pioneira amante de Paulo Afonso como a maioria dos leitores.

Francisco Nery Júnior

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