Mais uma. Véspera do Dia de Finados, ela se finda barbaramente trucidada. Bem na esquina da minha rua, fora do domínio privado, a querer me fazer parar. Esse o desafio.
No caixa do supermercado, o desabafo com a jovem caixa e o aconselhamento [dela] que não valeria a pena um questionamento.
Belo conselho. A maldição já está assentada. No lugar do coração, uma pedra no peito do cortador. Os covardes, como os que aprisionam os pássaros a ouvi-los cantar um sôfrego “me solta covarde”; os covardes já estão condenados.
O consolo que o seu sacrifício não terá sido em vão. Algum leitor sensibilizado sempre estará a plantar uma nova árvore e a receber as bênçãos dos céus. Sim, bençãos a mãos cheias.
Resta lamentar que o Brasil seja um país sem leis. Cortar uma árvore sem aparente motivo aparente é crime – que requer uma punição.
Francisco Nery Júnior

