24 de outubro de 2026 18:33

O debate que não houve

Redação PA Notícias

Tratamos do assim chamado debate presidencial antes do segundo turno no dia 25 de outubro. Miliciano e nove dedos se salientaram como temas discutidos. O que, provavelmente, os brasileiros gostariam como tema do debate:

. Dívida interna em torno de 10 trilhões de reais. A dívida se refere a nós mesmos. Assim sendo, fora de cogitação moratória. Muito menos calote;

. Investimento maciço em infraestrutura sem a qual é impossível um grande salto para a frente;

. Um plano compreensível para a educação. Os países que dispararam depois da Segunda Guerra Mundial foram os que investiram em educação;

. Um plano sério para a pesca o Brasil possuindo uma extensa costa e caudalosos rios;

. Refinarias de petróleo. Temos petróleo de qualidade, exportamos boa parte, mas importamos óleo diesel por falta de refinarias. Da mesma forma, temos jazidas de fertilizante inviabilizadas por estarem em terras indígenas;

. Recuperação da indústria nacional sucateada;

. Controle fiscal imprescindível. A ex-ministra do planejamento do Governo Lula afirmou que no orçamento para 2027 não sobrará nem um centavo para investimento e o ministro da defesa declarou que “não há dinheiro para absolutamente nada. Breve teremos uma marinha de marinheiros sem navios”;

. Saúde e segurança;

. A finalização vem com a reforma política, a principal das reformas. O ex-deputado Delfim Neto afirmou que o Brasil é ingovernável com a Constituição de 1988 enquanto o ex-senador Roberto Campos declarou que a chamada Constituição Cidadã nada mais é que um “besteirol”.

Das narrativas e das agressões [no debate], que venha um governo para colocar o Brasil na rota do desenvolvimento como têm feito alguns países que se libertaram de ideologias e narrativas infrutíferas.

Francisco Nery Júnior

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