29 de setembro de 2026 19:54

Virando a casaca

Redação PA Notícias

A expressão significa mudar de lado de acordo com as conveniências. A casaca do rei submisso tinha dois lados, um, digamos, vermelho, e o outro, também digamos, amarelo. Mudar de lado, para o palrador malandro, era só virar o lado da casaca.

Há, também, a figura dos ratos a pular para fora do navio enquanto a água invade os porões. Desastre e final das narrativas, os ratos pulam fora. Mudam de lado para tentar a perpetuação das benesses; da malandragem em outras palavras.

Não que devamos adotar a máxima da professora Sueid Fauaze que afirma que “é tudo enrolação”. Vamos nos lembrar que a vida acaba quando acabam os sonhos (do bispo aposentado do estado de Goiás). A minha sobrinha, apesar de toda a luta para não desistir, disparou a sua conclusão. Ela é professora da UNEB e sabe como a banda toca no ambiente supostamente das ideias.

O ratão se desespera na reta final, comete erros primários e, de certa forma, continua a nos decepcionar – e a esperança de alternância de governança se apresenta. Sempre na cabeça a declaração do ex-vereador Evandro Paiva: “Se é democracia, vamos brincar de democracia”. Com todo o respeito, de acordo com o humorista Agildo Ribeiro.

De passo a passo, de leva a leva, de decepção em decepção, de esperança em esperança, o desejo de um Brasil que se desenvolva e prospere deixando para trás o assistencialismo comprador de votos que só, somente, atrasa o grande salto para a frente a que o Brasil está destinado. Só o desenvolvimento constrói. Só o desenvolvimento será capaz de suprir o que as famigeradas bolsas prometem. Basta olhar para o interior de um barraco qualquer das inúmeras favelas brasileiras, milhares, cheios de equipamentos que só os ricos possuíam há pouco mais de sessenta anos.

O Cinquenta Anos em Cinco de Juscelino, após o salto de qualidade social da Era Getúlio Vargas, deu o arranco para o desenvolvimento do interior do Brasil responsável pela manutenção do barco Brasil na superfície.

Conversa fiada só favorece aos malandros de carteirinha que se locupletam de vantagens e penduricalhos, os próprios e os familiares, em detrimento de todos os brasileiros trabalhadores e pagadores de pesados impostos.

Francisco Nery Júnior

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