Isso mesmo. Exatamente o que o leitor está lendo: uma sexta usina hidroelétrica na região. Com PA-VI, podemos significar a substituição de máquinas ou a substituição completa de usinas antigas e com prazo de validade esgotado. A engenharia do Brasil sabe como otimizar os recursos que temos e que políticos e gestores irresponsáveis e egoístas, a virtual maioria, desperdiçam.
O fato é que é possível, na nossa região, na região de Paulo Afonso, a volta contínua das “obras”. Temos potencial para abastecer o Brasil com energia limpa por muito tempo e colher os frutos: empregos, atividade econômica resultante da circulação de capital e royalties!
O fator fundamental é termos água para girar as turbinas. PA-IV só é possível por causa de Sobradinho. Mais água chegando no reservatório de Sobradinho, PA-VI. A benção na nossa região é terrivelmente grande. Nós temos, entre Petrolândia e Xingó, um desnível de cerca de 300 (trezentos) metros. Me lembra o então ministro de energia do Egito em visita à Usina de Moxotó a lamentar que eles, lá no seu país, tinham no máximo dez metros de desnível e as máquinas tinham que ser embutidas no leito do rio. Esta afirmação ouvimos do próprio senhor ministro na condição de intérprete.
Desse modo e a propósito, água! – que pode vir do rio Tocantins a depender da sede dos consumidores de energia elétrica no Brasil. Pouco se fala sobre essa tranposição. Infelizmente, temos poucos sonhadores nos postos de mando do Brasil. Quando tivemos Dom Pedro I, o Barão de Mauá, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, o país deu saltos de qualidade em termos de desenvolvimento. Na linguagem de um bispo aposentado do estado de Goiás, a vida acaba quando acabam os sonhos. Na nossa safra atual de gestores, temos pouquíssimos sonhadores.
Há um projeto, leitor sonhador do site, para transpor água do rio Tocantins, que deságua na região da foz do rio Amazonas, para o São Francisco por um canal de cerca de 1.400 quilômetros. Além da água que chegaria até o reservatório de Sobradinho, o canal seria uma via navegável incentivadora de projetos múltiplos de desenvolvimento.
O projeto a que nos referimos exigiria recursos vultosos inviabilizados pelo endividamento [interno] criminoso dos últimos governos. O governo gasta, dinheiro do contribuinte, em torno de três bilhões de reais por dia de juros da dívida interna.
Como só nos resta sonhar e rezar por algum tipo de milagre no Brasil pré-falimentar, seguem informações importantes para o leitor amante de detalhes: a água chegaria até a região de Garganta na Bahia. De lá, pelo leito do rio Preto, até desaguar no rio Grande que desemboca no São Francisco na Cidade da Barra. De lá até Sobradinho, 700 quilômetros do total de 1.400 de todo o percurso.
O projeto exige estudos sobre impactos ambientais, tem um alto custo e precisa considerar as consequências da virtual conexão de duas bacias fluviais importantes do Brasil.
Vale repetir que tudo é possível àquele que crê em época de Inteligência Artificial.
Francisco Nery Júnior
P.S. O projeto de transposição do rio Tocantins, relatoria do deputado Gonzaga Patriota, tramita na Câmara dos Deputados.
Em matéria publicada neste site, tivemos conhecimento de estudos conclusivos pela Axia Energia para a implantação de três novas máquinas geradoras de energia elétrica em Paulo Afonso que julgamos correspondente a uma PA-V (uma quinta usina em Paulo Afonso).
O custo total da obra orçado em termos atuais é menor que o total dos juros mensais da dívida interna.

