O processo de seleção das comunidades que serão contempladas pelo Projeto Sertão Vivo – Semeando Resiliência Climática em Comunidades Rurais avança em 49 municípios do semiárido baiano, distribuídos em 13 Territórios de Identidade. A etapa é realizada por meio de oficinas participativas que reúnem representantes de comunidades rurais, organizações da sociedade civil, poder público municipal, instituições regionais e integrantes dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Sustentável e de Segurança Alimentar e Nutricional.
Executado na Bahia pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o Projeto Sertão Vivo tem como objetivo fortalecer a resiliência climática e a capacidade produtiva de comunidades rurais do semiárido. Na Bahia, a iniciativa prevê beneficiar 75 mil famílias, cerca de 300 mil pessoas.
O projeto conta com o cofinanciamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do Fundo Verde para o Clima.
A seleção das comunidades considera critérios previamente estabelecidos, entre eles indicadores de vulnerabilidade climática e social. A metodologia busca incorporar informações sobre as características e necessidades de cada território.
“Esse processo, denominado mobilização social, é uma etapa importante para o planejamento das ações. As pessoas que vivem nos territórios conhecem a realidade das comunidades e podem contribuir para a identificação das localidades que apresentam maior aderência aos critérios do Projeto”, explica a coordenadora estadual do Sertão Vivo, Kamilla Souza.
O público do projeto inclui agricultores familiares, assentados, indígenas, quilombolas e famílias de comunidades de fundo de pasto, com prioridade para mulheres e jovens.
A equipe técnica da CAR apresenta os critérios de seleção e os indicadores utilizados pelo projeto e conduz, junto às comunidades, uma metodologia denominada Cartografia Social, que permite reunir informações sobre as características sociais, econômicas e territoriais dos municípios.
Após a conclusão dessa etapa e a validação pelos Colegiados de Desenvolvimento Territorial (Codeter), serão definidos os Territórios Rurais Resilientes, formados por conjuntos de comunidades onde serão desenvolvidas as ações do projeto.
Entre as ações previstas estão a implantação de Sistemas Produtivos Resilientes ao Clima, tecnologias sociais para captação, reutilização, tratamento e armazenamento de água destinada à produção, além da sistematização e disseminação de práticas e tecnologias voltadas ao fortalecimento da resiliência climática das comunidades rurais.
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Por Redação PANoticias.com.br

