13 de agosto de 2026 15:03

Como bem administrar Paulo Afonso

Redação PA Notícias

Poderíamos dizer melhor ainda, melhor administrar. Paulo Afonso breve chegará à casa dos duzentos mil habitantes. Basta observar as nossas oportunidades e potencialidades. Assim sendo, liderança é fundamental. Para melhor sedimentar o que acabamos de grafar, uma citação nada menos que de Napoleão Bonaparte o grande herói dos franceses (a fonte é Ike [Dwight David Eisenhower], um Herói Americano por Michael Korda, New York Times bestseller que releio neste momento). O general Eisenhower, que governou os Estados Unidos por oito anos logo após o final da Segunda Guerra Mundial, foi o comandante supremos das forças aliadas contra a Alemanha de Adolf Hitler. Então, Napoleão: “Na guerra, os homens não são nada… Apenas o comandante entende a importância de certas coisas, e somente ele conquista e sobrepuja todas as dificuldades. Um exército não é nada sem o chefe”.

Seguem excertos fundamentais para quem deseja administrar bem uma empresa, uma instituição ou alguma unidade territorial:

. “Nunca negociar com um adversário a não ser a partir de uma posição de força” (DW). E preferencialmente [negociar] no seu campo e não no campo do adversário, podemos acrescentar.

. “Jardinagem era uma das suas poucas formas de relaxar” (MK), o que explica a condição do autor desta compilação de jardineiro voluntário da cidade.

. “Os militares americanos acreditavam piamente na ‘unidade de comando’ e eles suspeitavam que os britânicos desejavam mudar este conceito para ‘comando por uma equipe’, noção que era profundamente inaceitável para os americanos.” (MK) Isto nos remete à piada que descreve um camelo como um cavalo projetado por uma equipe.

. Quem ataca tudo [ao mesmo tempo] não ataca nada. (Michael Korda parafraseando Frederico o Grande). A afirmação coloca em dúvida a crença que as mulheres são mais capazes de resolver vários problemas ao mesmo tempo do que os homens.

. O general George Patton, avança o autor, não gostava de logística e planejamento [ficava chateado]. Ele achava que o general inglês Bernard Montgomery era vagaroso e previdente no avançar até o último detalhe. Patton, impulsivo e determinado, às vezes irreverente e descuidado, sempre era o escolhido para arrebentar resistências dos nazistas consideradas inexpugnáveis. Nós outros podemos imaginar o tédio de um Patton em determinadas “reuniões”.

. “Ike demonstrou mais uma vez que, para um comandante, o gênio militar reside na capacidade de mudar de opinião, deixar o plano de lado e agarrar uma oportunidade rapidamente quando ela lhe é oferecida.” (MK) [Isto] lembra ao compilador a poda, mesmo implicação, a qualquer educador/pedagogo que ouse acatar a convicção do general Eisenhower.

. Ike adicionou “quase como um fanático”, e a partir de sua própria experiência, que “em qualquer teatro de guerra, deve haver um comandante e que sua autoridade deve ser firmemente estabelecida com o direito de comandar como lhe aprouver.” (MK)

. Sem pretensão de ser um filósofo, Ike teria concordado com o conselho de Disraeli de “Nunca reclamar e nunca explicar”. (MK)

. Após ressaltar que o que distingue grandes generais é coragem e perseverança, o autor do livro nos brinda com esta majestosa passagem: “A lenda de Napoleão é muito mais apreciada na França pelos momentos de quase catástrofe que ele venceu pela simples força da sua personalidade, como a retirada de Moucou, do que pelas gloriosas vitórias da sua juventude”.

Compilação e tradução por Francisco Nery Júnior

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