23 de julho de 2026 16:30

Sonhos acontecem, o desfile do COLEPA, tá chegando!

Redação PA Notícias

Antes mesmo que a banda toque os primeiros acordes e que as bandeiras comecem a tremular ao vento, existe um desfile que acontece dentro de cada ex-aluno do COLEPA. É o desfile das lembranças. Nele passam rostos que o tempo não apagou, professores inesquecíveis, cadernos rabiscados, amizades construídas nos corredores e sonhos que nasceram dentro de uma sala de aula.

Em Paulo Afonso, o dia 28 de Julho, aniversário da cidade, e o 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, são datas que unem civismo e emoção. A avenida se transforma em palco da história, onde cada passo representa o orgulho de um povo. Mas, para nós, ex-Colepanos, esses dias têm um significado ainda mais profundo. São momentos de reencontro, de abraços demorados e da certeza de que algumas amizades jamais envelhecem.

Ano após ano, voltamos à avenida não apenas para desfilar. Voltamos para reviver uma parte de nós mesmos. O COLEPA nunca foi apenas um colégio. Foi um lugar onde aprendemos muito mais do que português, matemática ou história. Aprendemos o valor da amizade, do respeito, da solidariedade e do amor pela nossa cidade.

Neste ano, como em tantos outros, estaremos novamente juntos. Alguns com os cabelos já embranquecidos, outros trazendo filhos e netos para conhecerem um pouco dessa história. Mas, quando nos encontramos, o tempo parece fazer uma pausa. Voltamos a ser aqueles jovens que sonhavam com o futuro sem imaginar que um dia estariam ali, celebrando uma amizade que atravessou décadas.

E será impossível caminhar pela avenida sem lembrar do professor Antônio Galdino. Seu entusiasmo contagiante, seu compromisso com a preservação da memória do COLEPA e sua dedicação à cultura de Paulo Afonso continuam vivos em cada reencontro. Sua ausência física jamais apagará sua presença espiritual. Ele segue desfilando conosco, invisível aos olhos, mas presente no coração de todos que aprenderam a admirá-lo.

A cada bandeira erguida, a cada sorriso trocado e a cada abraço reencontrado, renovamos um compromisso silencioso: manter viva a história do COLEPA e de todos aqueles que ajudaram a construí-la. Afinal, escolas podem fechar suas portas, prédios podem mudar de função, mas uma verdadeira escola nunca deixa de existir enquanto permanecer viva na memória de seus alunos.

Assim, mais uma vez, estaremos na avenida. Não apenas marchando, mas escrevendo mais um capítulo de uma história que o tempo se recusa a apagar. Porque ser Colepano é carregar para sempre um pedaço daquela escola dentro da alma.

E enquanto houver um ex-aluno vestindo com orgulho a camisa do COLEPA, reencontrando seus companheiros de jornada e celebrando o passado com os olhos voltados para o futuro, a história continuará sendo escrita. Não apenas nos livros, mas nos corações de todos aqueles que aprenderam que a verdadeira educação nunca termina.

(Gilmar Teixeira)

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