Mas ela não cura a dor que levou alguém até a ponte.
Toda medida que preserva vidas é importante e deve ser valorizada. Mas, como psicóloga, não consigo deixar de refletir: quando o assunto é sofrimento psíquico, estamos olhando para as causas ou apenas para os sintomas?
Por trás de cada crise existem histórias, silêncios, traumas, desesperanças e pedidos de ajuda que muitas vezes não foram ouvidos.
Precisamos falar sobre prevenção de forma mais profunda.
Precisamos investir em saúde mental, fortalecer redes de apoio, ampliar o acesso ao cuidado psicológico e criar espaços onde as pessoas possam falar sobre sua dor sem medo de julgamento.
Porque proteger vidas não é apenas impedir uma queda.
É construir caminhos para que menos pessoas cheguem ao limite do sofrimento.
E você, o que pensa sobre isso?
Por Ruth Emily Melo Sampaio de Souza
Psicólogo
CRP-03/33826
Paulo Afonso – BA
Pós-graduada em musicoterapia.

