Tratamos de segurança nacional. Os militares tem os seus pontos de referência. Dentre eles o poder de dissuasão e a vantagem de quem ataca primeiro. A vantagem do primeiro ataque e ataque de surpresa com todo o ímpeto eram prezados pelo general George Patton, herói norte-americano da Segunda Guerra Mundial. As pesadas baixas iniciais na tropa do general eram compensadas pelo pequeno número [de baixas] na sequência, pelo menos esta a justificativa do general para o esforço inicial das suas incursões.
O Brasil, onde “não há recursos para absolutamente nada”, declaração do senhor ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, não tem a mínima capacidade de defesa em caso de agressão por outro país. A sequência dos fatos abona o que acabamos de grafar. Matéria publicada no Le Figaro de Paris em 04 de junho dá conta que “Donald Trump leva o governo brasileiro a apelar alto e forte para uma melhora das capacidades de defesa do país”. Versa a matéria:
Hoje, [o Brasil] reserva em média 1,1% do seu PIB anual [Produto Interno Bruto] para a defesa, o que corresponde à metade da média mundial. Os apelos a um aumento sem reforma do exército (sic) suscita críticas no país onde 85% do orçamento são consagrados às despesas de pessoal.
O presidente de esquerda, Luís Inácio Lula da Silva, vem de novo soar o alerta: “Não importa quem, querendo nos invadir, possa fazê-lo porque nós não temos a segurança necessária, porque nós nunca pensamos nisso. Nós não temos a segurança necessária. O intervencionismo americano coage o Brasil a se rearmar”.
Candidato à reeleição em outubro, o presidente Lula decidiu aumentar um orçamento da defesa tradicionalmente muito baixo. A ameaça, por Trump, de classificar certas gangues brasileiras como organizações terroristas fazem temer no país um cenário à la venezuelana.
A política externa brasileira se orienta tradicionalmente de acordo com a defesa da paz e a resolução de conflitos pela via diplomática. Mas o intervencionismo na América Latina do presidente Donald Trump leva o governo brasileiro a apelar com veemência para uma melhora das capacidades de defesa do país.
De volta com a palavra para o articulista, pasmem os leitores, o governo brasileiro acaba de adotar um corte orçamentário cujo maior montante recai justamento sobre o Ministério da Defesa. Como sempre, a culpa deve ser atribuída a qualquer um de nós outros míseros pagadores de [pesados] impostos no Brasil do Samba do Crioulo Doido.
Montagem com imagens de Freepik e Pixabay
Introito, tradução do francês e fecho por Francisco Nery Júnior

