Poderíamos dizer o despertar do pesadelo. Livres de Portugal, embora ainda sob a opressão da dívida com a Inglaterra, o Brasil amadureceu durante o Império, principalmente depois da Guerra do Paraguai, até a Proclamação da República. Trinta anos no molho e vieram os anseios dos tenentes até a Revolução de 1930. O país cresceu razoavelmente bem até 1985, início de políticas e governos atabalhoados que meteram o Brasil num atoleiro do qual, só agora, parece estar saindo; ou parece querer sair.
Gilberto Kassab, presidente do PSD, garante que a Reforma Política, que a maioria dos estudiosos consideram a principal das reformas, seria fundamental para um grande salto para a frente. Lá atrás, Boris Casoy já apontava nessa direção. Kassab garante que o voto distrital poderá sair ainda este ano. Junto com o fim das coligações nas eleições majoritárias, viria a ser o cerne ou o impulso efetivo para uma reforma abrangente que fatalmente fomentaria a implantação de outras reformas.
Os brasileiros observam o espetacular desenvolvimento da China e, mais recentemente, o desenvolvimento da Índia. Até o Paraguai cresce a taxas marcantemente superiores às do Brasil.
Enquanto isso, Zangada, a gata que resolveu se agregar à nossa família, dorme deitada eternamente em berço esplêndido. Ela pode se dar ao luxo. Na falta das mordomias recentemente conquistadas, o Criador certamente cuidará da sua subsistência. Nós outros continuaremos a “[agora], do suor do teu rosto comerás”. Está escrito.
Francisco Nery Júnior

