Na imponente República do Brasil, a esperança se vai. Os Poderes não se entendem, desconfiam-se e se batem – e sobra para nós. Desafortunadamente o Brasil vai ficando para trás no concerto das nações. Após a Proclamação da República, especificamente de 1930 a 1980, líderes comprometidos empunharam a bandeira do desenvolvimento. O país cresceu na média de 7% ao ano.
Breve teremos eleições. A quem podemos apelar? O que faremos nós outros? De onde virá o socorro? Como selecionar líderes que empunhem o estandarte do desenvolvimento como o caminho mais curto para a tão badalada justiça social?
Qual seria o verdadeiro empenho dos que detêm cargos e posições de mando e poder, sejam eles fardados ou não? A verdadeira finalidade, o alvo, seria o cumprimento destemido do dever?
Vamos apelar para Victor Hugo em Os Miseráveis na esperança de sermos ouvidos:
“É uma coisa terrível ser feliz. Como a gente se contenta! Como a gente acha que é o suficiente! Como, em possessão da falsa finalidade da vida, a felicidade, a gente se esquece da verdadeira finalidade, o dever!”
Mais para trás em Os Miseráveis, encontramos: “Nem todas as predestinações são diretas. Elas não se desenvolvem em uma avenida retilínea diante do predestinado; elas contêm impasses, certas dobradas e viradas obscuras, encruzilhadas inquietantes que oferecem várias opções.”
O fecho vem dos Evangelhos: “Todo aquele que tomar o lugar do pobre sofrerá perseguições”
Introdução, tradução dos excertos e fecho por Francisco Nery Júnior

