23 de abril de 2026 11:25

Chesf, Ciepa, BNH, Mulungu e Tapera

Redação PA Notícias

Nomes consagrados, honrados e com um pesado viés de tradição. Por que mudar? Leia o leitor o título desta matéria olhando-se no espelho de preferência e note – na realidade sinta – a musicalidade. Sem dúvida nenhuma ele vai se sentir melhor e gozar com mais vigor este fim de semana.

Fui empregado da Chesf, lecionei no Ciepa, moro no BNH, interagi em projetos no Mulungu e tive excelentes alunos oriundos da Tapera. Então sou do ramo e o sangue tisnado de verve e cidadania corre nas minhas veias.

Não importa que o Vale Gás tenha se tornado Gás para Todos e a correção da tabela tenha virado Isenção do Imposto de Renda até R$5.000 em roupagem de malandragem para arrebanhar os votos dos incautos. Preferimos chamar de Chesf, Ciepa, BNH, Mulungu e Tapera projetos que realmente fizeram diferença para melhor na cidade e na região.

Vou e volto de Salvador, visito eventualmente cidades do entorno e verifico o reconhecimento que os baianos mantêm pelo trabalho de Antônio Carlos Magalhães que revolucionou a Bahia. A rua onde eu morava passou a ser oficialmente Rua da Curva Grande (substituindo Rua Pacífico Pereira), nome consagrado pelo povo, bem como a Rua do Tira Chapéu e o Largo dos Dois Leões. Vários nomes consagrados voltaram a denominar ruas, praças e logradouros.

No Brasil que vai paulatinamente se transformando em um cipoal de leis menores em ritmo de trem da alegria para esconder o desastre econômico que se aproxima e para gáudio dos escritórios de advocacia diga-se de passagem, a alegria de ver mantidos os nomes tradicionais das nossas ruas, bairros e povoados.

Francisco Nery Júnior

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