Terribilíssima. Em 2027, nada sobrará do Orçamento Federal para investimentos no país. A declaração estampada na mídia é, nada menos, da ministra do Planejamento [do governo]. A sobra, em 2025, foi apenas o correspondente a uma terça parte do orçamento da Petrobras.
Em outras palavras, tudo que pagarmos em impostos será destinado ao custeio e às dotações impositivas. Apenas lembrar que o prefeito Paulo de Deus reservava vinte e cinco por cento do Orçamento Municipal para investimentos e também vamos lembar que Aristóteles Onassis afirmou que “se você não estiver sempre querendo mais, você terá sempre menos”. Ainda de Boris Tabacoff: “Quem gasta tudo que ganha nunca vai pra frente”.
Nada mais a acrescentar. Não há o que dizer. Há o que temer – e sofrer. E o que será para os brasileiros o ano de 2028? E 2029? Haverá que aparecer um Javier Milei milagroso para o [penoso] salvamento? Comeremos feijão, arroz e farinha seca? Falo de nós cá embaixo.
Os que riram das nossas previsões – ou fecharam a cara – devem estar de malas prontas para cair fora. Não seriam esses os que deveriam estar na cadeia? Eles, sabidos que são (e diabolicamente irresponsáveis), já devem ter reservado uma poupançazinha para uma vida de nababo no exterior.
Falamos e bradamos há anos nesta coluna. A profecia estava na cara. Dava para prever com os conselhos dos nossos avós. Simples assim. Agora, tudo indica, breve cairemos todos juntos em um vale de onde nos reergueremos a muitas duras penas.
Francisco Nery Júnior

