6 de março de 2026 00:54

Um presente inesperado

Redação PA Notícias

É Natal e as pessoas se apressam para presentear umas às outras. É bom e seria melhor se a prática fosse o ano inteiro.

Acordei e vi, logo após o portão, o meio-fio da minha rua pintado de cal. Eu não o pintei. Francisco, que já faleceu, ele que passava os sábados na minha casa a somar e adicionar; Francisco não veio em espírito para acrescentar e mostrar, mais uma vez, o valor do trabalho.

Nenhuma autoridade, nenhum Lula previsto para passar em alguma ridícula inauguração de uma obrinha qualquer realizada com os tostões que sobram após o pagamento dos irresponsáveis juros da dívida interna nacional.

Olhei mais adiante e vi os meios-fios dos vizinhos também pintados. Me resignei à minha insignificância ainda mais quando, além da vista, percebi o bairro ao lado, o Panorama, também pintado.

Alguém da Prefeitura, que recolhe os nossos impostos, os pintou. Pintou a todos. Adicionou ao espírito do Natal levando em conta o conceito de comunidade. Grandes projetos sim (a ciclovia do Mulungu está saindo), mas, também, atos simples e comoventes que tocam os nossos corações agradecidos.

Francisco Nery Júnior

P.S. Algumas intervenções menores, mas importantes, poderiam ser realizadas. Por exemplo, no trânsito, uma saída direta para quem vem do BNH pela Av. ACM e vai cruzar a ponte evitando dar a volta pela Rodoviária (alguns motoqueiros já fazem essa “roubada”), mão inglesa para quem sobe a Contorno e quer ir (voltar) para o Sete de Setembro ou para a rua Luiz Gonzaga (rua de retorno ao lado da casa do finado Alcântara), mão única na Manoel Novaes, um retorno em frente às Lojas Americanas para quem vem da Vila Militar para o Centro, etc. A turma da Engenharia de Trânsito é competente para isso. Para meditação: Precisei pegar o carro de volta em uma oficina. Na garupa da moto de um motoboy do BNH até a Rua Riachuelo, 20 (vinte) quebra-molas. Anotei a quilometragem: um quebra-molas a cada 300 metros! O menino da moto foi e retornou tendo que vencer 40 (quarenta) quebra-molas – em uma única corrida.

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