6 de março de 2026 02:26

Cop30 em Belém

Redação PA Notícias

A triste volta para Paulo Afonso

Lula, Macron e todos mais. No Pará, coração da Amazônia. O foco é a preservação da floresta. Não importa que o fundo do mar exerça papel preponderante na purificação do ar. Precisamos de ar puro, precisamos respirar. Precisamos da floresta que não é só brasileira. Ela é 1% (um por cento) da área mundial (informação de um senador da República). Mas é uma floresta.

A nata mundial ecológica está, a esta hora, em Belém do Pará, tentando sensibilizar a galera. Afinal, floresta é sinônimo de sobrevivência. Eles estão por lá. Com todo o conforto que merecem, como nós todos do lado de cá merecemos. Como merecem os amazônidas sobreviver. Que eles não se esqueçam que o homem é o corolário da Criação, criação com letra maiúscula.

Claro, farinha pouca, meu pirão primeiro. Luxo, hotéis e iates confortáveis. Não basta o verde da floresta, o sussurro dos insetos e o canto dos uirapurus. É preciso conforto! Pago, evidentemente, com o suor e o trabalho dos brasileiros.

Nada é demais para que todos nos conscientizemos que é necessário preservar. De fato, bastaria ler a bíblia e saber que Deus nos criou em um jardim, o Jardim do Éden. E nós, nós somos os jardineiros. Tudo o resto é conversa fiada.

Que teria uma volta para Paulo Afonso a ver com tudo isso? É que, na volta das minhas viagens a Salvador para tratamento de saúde, aqui e acolá uma árvore plantada e paparicada eu a encontro seca e esturricada sob o sol abrasador da cidade. Sim, a poucos metros da casa de um pauloafonsino cantador da Natureza, poeta dos ipês amarelos. Eles cantam, mas deixam de lado a sensibilidade poética e a pobre árvore fenece antes que, às vésperas do final dos tempos, pereçamos todos nós.

Jardineiro voluntário de Paulo Afonso (nenhum direito de reclamar), procuro fazer o que o SAMU faz para os necessitados. Aos baldinhos, no carrinho popular do dia a dia, vou salvando as [árvores] que puder. Nada de heroísmo, mas o possível. Coisa de gente besta talvez. Quando viajo, volto para a decepção de vê-las mortas, algumas vezes trucidadas.

Francisco Nery Júnior

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