6 de março de 2026 07:35

Ecos do desfile de Sete de Setembro

Redação PA Notícias

O Colepa e as origens

Os ecos são resultado de sons emitidos. No desfile deste Sete de Setembro, muitos ecos de situações e ações de cidadãos e entidades pauloafonsinas que merecem o nosso respeito e a nossa gratidão. Tais cidadãos e entidades foram, efetivamente, fundamentais para a sedimentação do nosso município.

Ao mesmo tempo, as organizações e órgãos atuais, escolas e associações, pareciam querer deixar bem claro o seu comprometimento em levar adiante a causa de Paulo Afonso.

Na Avenida Apolônio Sales, todos desfilaram com o garbo e a responsabilidade que a cidade merece. Do lado de fora, nas laterais, o mesmo garbo dos que assistíamos ao desfile.

Primeiro, os militares que garantem a nossa segurança e que, no Brasil sem Poder Moderador, procuram estar sempre preparados para manter a ordem interna e defender a Pátria além das fronteiras.

No palanque com menos autoridades em comparação ao ano anterior e atento às saudações dos desfilantes, o prefeito Mário Galinho contemplava o povão ao redor também em menor número provavelmente devido à ressaca do pessoal que participou da Copa Vela na noite anterior. Pelas fotos e pelos relatos que temos lido, um evento bem avaliado pelos participantes.

As escolas, como sempre, professores comprometidos com a educação dos nossos jovens, brilharam. Assistíamos ao desfile e imaginávamos o trabalho que tiveram para preparar os seus pelotões – que realmente nos encantaram. Os pais de alunos menores, igualmente compenetrados ao lado dos seus filhos, nos passavam todo o seu comprometimento com a educação de uma geração que um dia terá que assumir a responsabilidade do desenvolvimento do Brasil.

Entre as escolas, o legado ativo do Colepa, pioneiro de todas elas. Colepa, Adozindo, Murilo Braga, Alves de Souza, Escola Rural e Escola Parque, conjunto de unidades englobadas na sigla Colepa, uma dádiva da Chesf a que somos agradecidos pelos volumosos recursos investidos no sistema educacional do Acampamento.

Antigos alunos, pais de família e profissionais competentes e estabelecidos, agora mais amigos que ex-alunos nossos, desfilaram de peito aberto com todo garbo que puderam mostrar juntamente com alguns ex-professores. Alguns passavam e olhavam para nós – que às margens observávamos atentamente – como a entender o nosso profundo sentimento de dever cumprido e a nossa satisfação em vê-los vencedores.

Com a licença de todos os outros estabelecimentos, destacamos a homenagem da Academia de Letras de Paulo Afonso, entrosada no bloco do Colepa, ao professor Antônia Galdino recentemente falecido. Entre outros, a sua filha Fabiana, visivelmente emocionada, portava um buquê de flores que entendemos como representante do carinho e do amor que Galdino, membro fundador da ALPA, dedicava à nossa cidade.

Ainda destacamos a apresentação bastante tocante da ARDAP e de outra instituição de proteção aos animais que não conseguimos anotar o nome. Elas congregam um punhado de pessoas dedicadas aos nossos “pets” desamparados que não pediram para ser domesticados e, por isso, temos a obrigação de ampará-los.

Na rubrica Agricultura Familiar, os produtores de mel de abelha dentre os quais Paulo Sérgio da reserva do Exército Brasileiro. Ao seu lado, a companheira Meire que retornou a Paulo Afonso depois de passar vários anos na cidade de Worcester em Massachusetts nos Estados Unidos e que nos hospedou em sua casa anos atrás.

Na calçada, ao nosso lado, como chave de ouro para nossa satisfação, José Carlos Valério e sua irmã. Eles são filhos de seu Valério, antigo auxiliar de disciplina do Colepa. José atua no campo da medicina e tem experiência de trabalho em alguns países da América do Norte e da América do Sul. Ele foi um dos meus primeiros alunos. Como a atestar o valor dos alunos antigos do Colepa, o nosso papo foi, em boa parte, em inglês.

Finalmente, o abraço reconhecido de Fátima, a eterna baliza que muito nos sensibilizou como a reconhecer que tudo valeu a pena e frutificou.

Francisco Nery Júnior

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