Julgamento de Bolsonaro
Em nome do desenvolvimento, melhor dizendo. Está iniciado o julgamento formal de Jair Messias Bolsonaro. Há muito que falar; considerar. Dentre tudo isso, a dura dura lex. Claro, a lei é dura, mas existe a jurisprudência que envolve, também, a conveniência e a temporalidade da aplicação da lei.
Some-se a isso a carnificinal condução do processo que se refere a fatos não consumados em um Brasil que pena em não se desenvolver no ritmo que deveria – e poderia.
Os lobos vorazes – que devem ter as suas ambições – alegam e levantam o conceito do caráter disciplinar da punição que vai bem além do castigo. Em tese, a razão. Mas, acima de tudo, para não irmos muito longe, o [bom] ladrão da cruz. Com ele ou sem ele, os ladrões haveriam de prosperar, os que penam na cadeia e os ladrões de milhões do dinheiro público.
Então (escrevemos para leitores cheios de alma e de espírito), melhor, no nosso entendimento, considerarmos líderes do quilate de Pedro II, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Nelson Mandela.
Eles, de alma grande, evitaram conflitos, atraso e derramamento de sangue.
Melhor considerarmos o que acabamos de conversar antes que apareça um cadáver. Anistia, no nosso caso, não é cinismo. Precaução e prudência com certa certeza. O oposto pode ser um tiro no pé dos acusadores.
Francisco Nery Júnior

