6 de março de 2026 07:35

Mansões abandonadas

Redação PA Notícias

A socialite herdou, do marido empresário, empresas e a mansão da família. Sozinha, carecia de um motorista. A proximidade e os dias levaram a relação um pouco mais longe. O tal galã gostou das mordomias e a coisa degringolou para a exploração. Virou caso de polícia um pouco antes da extinção total do patrimônio herdado.

Outrossim, assistimos, na mídia visual, casos vários de mansões abandonadas. Ou pela morosidade da Justiça em definir herdeiros (com a Justiça brasileira apaixonadamente dedicada aos casos ideológicos, os processos mundanos se amontoam), ou pelo alto custo da manutenção, elas ficam ao sabor da ferrugem e das traças. O patrimônio se corrói pela ação do tempo e do abandono.

Patrimônio acumulado que não pode ser levado no caixão bem poderia ser dedicado a causas nobres em testamento ou ainda em vida. A acumulação teve a participação de muita gente. Ninguém sobe na escala do dinheiro sem a participação dos outros. Além do mais, a sabedoria popular cunhou que dono de um alto patrimônio, filho gastador e neto devedor. É assim e assim acontece.

Não se trata, no nosso entender, de desprestigiar a família. Trata-se de deixar um, digamos, reconhecimento social. Em suma, trata-se do amor ao próximo. Davi e Salomão tinham os seus tesouros e Nicodemus e Arimateia, amigos do Senhor, eram e continuaram ricos após a Assunção aos céus de Cristo. Não jogaram a sua fortuna completamente aos pobres para, um pouco além, se tornarem um deles.

Assim sendo, alguns exemplos chegam ao nosso conhecimento. Em Salvador, um endinheirado doou parte de um grande terreno de sua propriedade no Corredor da Vitória, bairro de barões antigos do cacau e do café. Doou o terreno para a cidade e construiu um espetacular mirante para a Baía de Todos os Santos ao lado da histórica Igreja da Vitória.

Outrossim um aventureiro dos mares tornou-se empresário, registrou as suas aventuras em livros e construiu um museu no Santo Antônio além do Carmo na praça do forte histórico e da igreja centenária.

As fotos anexas dizem mundos e nos enchem de inveja dos dois espíritos superiores que praticaram o evangelho sem necessidade de sons via de regra arrebentadores dos nossos ouvidos, sem gritaria e sem braços para o ar; sem aleluias vãs e desprovidas de convicção.

Francisco Nery Júnior

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