Colado à Rádio Bahia Nordeste, rua dos fundos. Passava, por acaso, e vi uma equipe. que presumi da Secretaria da Cultura, a pintar um mural em um fundo amarelo. Havia um carrão estacionado e alguém me interrogou se eu era o dono do carro. Não, respondi. Sou o dono do prédio. Defronte, em montagem, um palanque que também inferi que seria para um “show”.
Era a parte dos fundos, embora não menos importante para os moradores e para os investidores da área. Ponderaram comigo e eu… “Vá lá, vão em frente. Apenas não coloquem (o prédio é uma propriedade particular) algo que vá de encontro à ética e às minhas crenças e princípios”.
À noite, já em casa, a mulher, useira e vezeira do celular, notou um painel que ficou bonito. A turma sabe o que faz. Está lá, e até recomendo aos leitores darem uma passadinha e curtir a arte “a mais pura das mentiras” segundo alguém do métier.
E se eu não tivesse gostado?
Francisco Nery Júnior
P.S. Sugerir à turma da Cultura – uma sugestão do canto da minha insignificância: a tiragem/edição do livro do primeiro escritor de Paulo Afonso, o doutor Antônio José Alves de Souza e a distribuição aos montes aos estudantes e aos cidadãos pauloafonsinos. Ontem, dia 25 de julho, foi o Dia Nacional do Escritor!
Ainda a sugestão que o que resta do antigo muro que dividia o Acampamento e A Vila Poti seja preservado por força de lei. Que seja “tombado”. Enquanto eu viver, ele será mantido (a parte do nosso prédio). E que nenhum “empreendedor” ativo lhe meta uma camada de cal sem o nosso conhecimento, como fizeram na antiga Escola Adozindo e, certa vez, no monumento do Belvedere.

