O ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou haver tentado queimar a sua tornozeleira eletrônica em um momento de “paranoia”. O ex-presidente do Brasil foi colocado em detenção provisória na sexta-feira. O juiz indicou ter desejado impedir um risco de “fuga” posto que Jair Bolsonaro se encontrava em prisão domiciliar há vários meses. Ele disse “ter sentido uma certa paranoia entre sexta-feira e sábado devido a medicamentos (…) e então ter decidido, com um ferro de solda, manipular a tornozeleira”.
Na audiência de custódia pela manhã em Brasília, o ex-presidente declarou ter tido “alucinações” segundo as quais havia um dispositivo de escuta na tornozeleira. Jair Bolsonaro também afirmou “que ele não tinha nenhuma intenção de fugir e que não tinha havido ruptura da cinta da tornozeleira”.
O juiz Alexandre de Moraes temia que ele se evadisse se aproveitando de uma manifestação prevista para o final do dia por seus apoiadores perto da sua casa na capital. Ele evocou um “risco elevado de fuga”. Seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, tinha convocado uma vigília de oração perto da casa do ex-presidente.
LeParisien de 25.11.25, tradução do francês por Francisco Nery Júnior

