“Antes fosse eu, descansou, não está melhor, minha gente?”, eram expressões bem-ouvidas por mim da minha mãe quando alguém da família ou algum conhecido falecia. Muito a contragosto, herdei esse “pessimismo” da velha – de quem nunca dispensei a tomada da benção até a sua morte aos cento e cinco anos e meio.
Num desses afloramentos de pessimismo, não obstante em um dia de boas notícias domésticas por assim dizer, me deparei com o parágrafo pescado no site jw.org dos Testemunhas de Jeová, versão em francês, cuja tradução pode, também, para o atento leitor, servir de antídoto para aquele pessimismo:
“Tomemos coimo exemplo nosso planeta. Ele foi concebido para ser um planeta ideal, não apenas para que nele vivêssemos, mas para que tivéssemos prazer na vida. Uma doce brisa na face, um raio de sol sobre nossa pele, uma fruta deliciosa ou o canto tranquilizante dos pássaros… que felicidade! Não são esses dons a prova que nós temos um Criador atencioso, terno e generoso?”
Uma leitura do tipo ajuda ou atrapalha a nossa vida em um mundo [mau] onde, cada vez mais, as pessoas se encurvam dentro do seu próprio casulo?
Introdução e tradução por Francisco Nery Júnior

