O amor é tão grande que simplesmente “Deus é amor”. Todavia, Han Suyin tenta descrevê-lo em seu livro Jusq’au matin (tradução livre, Até o alvorecer). A trama se desenvolve entre Stéphanie Ryder, jovem jornalista filha de um milionário americano, e um jovem médico chinês na China efervescente de 1944.
No romance, o autor descreve o clima do início da revolução que tirou a China de séculos de atraso; talvez dominação.
“O amor se escondia sob a terra, no fundo dos mares; o amor era desejo ardente, trevas, mistério. Não eram palavras, sobretudo palavras que explicam e que ferem. O amor tinha a cor do céu e das árvores, o odor da terra. As palavras abafavam o amor. As palavras eram lanternas na noite, mas a escuridão tinha a beleza do porvir.”
“Assim, portanto, silenciosos, separados, mas certos da existência do outro, eles cresciam. Como crescem as plantas, em silêncio, sob o sol.”
Enfim, amar é simplesmente amar.
Introdução, tradução do francês e fecho por Francisco Nery Júnior

