Jair Bolsonaro já estava preso em regime domiciliar com o uso da tornozeleira eletrônica. Acaba de ser levado para uma sala na Polícia Federal. O ex-presidente Fernando Collor também está preso. Michel Temer foi uma vez detido e Lula ficou preso, em regime fechado, por um ano e meio antes de ser eleito para um terceiro mandato de quatro anos.
O que estaria acontecendo na República do Brasil? O que pensar, nós que contemplávamos o mural/panteão dos ex-presidentes da República nos livros de História do Brasil?
Fernando Henrique governou por oito anos embaixo do persistente e incômodo “Fora FHC” e Dilma Rousseff sofreu impedimento no meio do segundo mandato. O Brasil, que teve um crescimento na média de 7% ao ano de 1930 até 1980, patina em pífias taxas de desenvolvimento do PIB (Produto Interno Bruto) nos últimos quarenta e cinco anos. Estamos perdendo para o Paraguai!
Os nossos ex-presidentes nós os tínhamos na categoria de heróis da nação. Homens honrados, muitos dos quais de barba e bigodes respeitáveis. De novo, o que está havendo? Sinais dos tempos? Erros vitais no processo de escolha e seleção de um presidente da República? Final dos tempos? Cinismo cínico às escâncaras? Egoismo exacerbado de quem governa e de quem julga?
Nós outros cidadãos, há que ser dito, estamos desnorteados. Os candidatos potenciais para 2026 também devem estar. Valeria a pena ser presidente da República para encerrar a carreira atrás das grades como vilão ou cachorro sem dono?
Evidente que a lei é para todos. Ela é dura e é lei – para ser cumprida por todos nós. Mas até que ponto a confiança na lisura e no comprometimento dos julgadores – a tão propagada imparcialidade?
Para o leitor o dilema de um dia, quem sabe, ser escolhido para governar o país e chegar ao fim da jornada acusado e condenado a passar um bom tempo na cadeia.
Francisco Nery Júnior

