6 de março de 2026 03:46

Frio em Salvador, gelo no ônibus da Cidade Sol

Redação PA Notícias

Final de setembro, a primavera e as flores – que bem me poderiam ser, além de belas, mais calorosas. É que já estou com uma “escama” nova no olho esquerdo para começar a vê-las ainda mais belas. Amanhã, 29, escama nova no olho direito e a plenitude do belo. Eu as anseio, as flores, mais belas e mais quentes.

Acontece que Salvador está fria em plena primavera. À noite, ventos uivantes nas janelas e o dormir com calças quentes, luvas e meias e capote por cima do pijama enrolado em um grosso cobertor. No termômetro, grave bem o leitor, 26 (vinte e seis) graus.

A vinda de Paulo Afonso foi em um ônibus da  “Cidade Sol”. Confortável. À altura da empresa anterior em termos de conforto e recepção. Motoristas atenciosos e experientes (não vamos nos esquecer da quinta categoria das nossas estradas), poltrona no andar superior, janelas amplas a nos propiciar pleno domínio da caatinga ao nosso redor.

Dentro da belonave – o bichão é cheio de conforto – o termômetro chegou a marcar 19 (dezenove) graus. O leitor com certeza não se esqueceu dos 26 graus em Salvador. Calça grossa, sapato e meia, camisa grossa, outra de mangas compridas de inverno por cima e ainda um capote (que me garantiu no frio de  Toulouse na França).

Como corolário de tudo, um cobertor grosso levado de casa. Não obstante, o frio inclemente persistiu em nos massacrar até o desembarque em Salvador.
Haveria a necessidade de tanto frio que, já na medula dos ossos, impiedosamente insistia em penetrar no mais profundo da alma?

Francisco Nery Júnior

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