Heureca, a solução!
Em 03 de agosto de 2023, o site Folha Sertaneja publicou a matéria que agora reproduzimos. A nossa motivação foi termos lido que a última limpeza dos lagos da cidade foi realizada pelos funcionários da casa, isto é, da Prefeitura, com um gasto declarado de 200 mil reais. Segundo a matéria, tal limpeza costumava extrair dos cofres públicos o montante de 6 milhões de reais. Ao se constatar a veracidade e a precisão das cifras, isto significa, os 200 mil reais, uma trigésima parte de 6 milhões. Em outras palavras, com 6 milhões nos cofres, estariam garantidas 30 operações de limpeza nos próximos anos.
Outrossim, data vênia dos envolvidos, lembra-nos os trabalhos que, como coordenador de Parques e Jardins na Administração José Ivaldo, conseguíamos realizar com custo na proporção do abordado acima. Apenas citar a aquisição de alguns insatisfeitos, evitando o termo inimigos. Segue o texto de 2023.
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Elas não são um problema. Para a assepsia do mundo, a solução. São parte do equilíbrio da Natureza que está aí há milhões de anos sem precisar de nós. O problema somos nós!
O riozão a recolher os insumos e elas proliferam – para a assepsia ou limpeza do rio. Elas proliferam em profusão de boa vontade. Belamente fazem a sua parte.
Como precisamos produzir energia elétrica, elas nos parecem um incômodo. Enchem os reservatórios e se enrolam nas águas e nas turbinas a atrapalhar o nosso progresso. Sem energia, nada de progresso.
Nos meandros e nos cantos do São Francisco, elas se espalham e nababescamente se alimentam dos nossos dejetos. Fazem a sua parte, já foi dito. [Isto é] ponto pacífico.
Para os nossos projetos, bem verdade, elas se tornam um incômodo. Aqui e acolá, que elas nos perdõem, são um incômodo. Na prainha, verdadeiras carrascas do esporte e do lazer. Adeus aos fins de semana dos curtidores do prazer ao ar livre. Elas entulharam e condenaram a prainha ao abandono e ao esquecimento. Findaram as atividades de suporte aos esportistas e banhistas. Barracas e pontos na virtual falência. Investimentos anulados. Morreu a Prainha!
Um só tufo de baronesa trazido pela correnteza logo se transforma em uma amazônia de baronesas. Se logo recolhida por um simples funcionário da Chesf ou da municipalidade, nada do que estamos a tratar aconteceria. Com um bom funcionário, servidor municipal, em uma canoa qualquer, de volta a Prainha.
Eles existem. Os bons servidores existem. Bem aos nossos olhos, existem. Eles estão por toda a cidade a podar e tosquiar as nossas árvores sem dó nem piedade. Tosquiam e mais tosquiam. Tosquiam, podam e arrasam as ramagens até o último broto. Algumas delas, hoje persistentemente adultas, penaram por anos a se recuperar e a se dar sem desistir. Como os nordestinos, são, antes de tudo, fortes!
Então voltamos às nossas baronesas. Para evitar a profusão da sua expansão – o que nos incomoda e atrapalha – basta a transferência dos nossos hiper competentes podadores para um setor de coleta de tufos de baronesas aportados pelo rio. O salário dobrado! – com as nossas palmas e o nosso apoio.
Heureca, a solução! Setor de podas menos assertivo com novos servidores menos vorazes, mais árvores portentosas agasalhando nos galhos os pássaros tagarelas e dando sombra e consolo aos que padecem.
Francisco Nery Júnior

