6 de março de 2026 14:29

Mãos calejadas e o coração cheio de fé

Redação PA Notícias

Ser nordestino é carregar no peito o sol que aquece, mas também queima. É saber lutar com as mãos calejadas e o coração cheio de fé. É acordar cedo, mesmo sem saber o que o dia vai trazer, e ainda assim agradecer.

O nordestino resiste. Resiste à seca, à injustiça, ao preconceito. Resiste porque aprendeu, desde cedo, que a vida não dá colher de chá, mas ensina a fazer do pouco, muito. Ensina que a dignidade não depende de luxo, mas de honra.

O nordestino é resiliente. Cai, mas levanta. Sofre, mas não se entrega. É o homem e a mulher do campo, que mesmo quando o céu se fecha, planta esperança na terra rachada. É o pescador que desafia o mar, é a rendeira que transforma o fio em arte, é o jovem que sonha alto mesmo com os pés na terra batida.

E, acima de tudo, o nordestino tem esperança. Porque esperança, por aqui, não é palavra bonita é sustento. É olhar o horizonte e acreditar que vai chover. É ouvir o som da zabumba e lembrar que a alegria mora dentro da gente, mesmo nos tempos mais duros. É saber que, por mais que tentem calar, o Nordeste canta. Canta sua cultura, sua força, sua alma.

O nordestino é feito de resistência, resiliência e esperança. É raiz que não se arranca, é sertão que vira mar, é povo que nunca desiste.

Por Mário Galinho

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *