Pagamento do 13º salário injetará R$ 200 bilhões na economia

O pagamento do 13º salário deverá injetar R$ 200 bilhões na economia neste ano, valor que representa 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. O cálculo foi feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que estima que cerca de 83,3 milhões de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional de, em média, de R$ 2.251,00. No ano passado, segundo o Dieese, o valor chegou a R$ 196,7 bilhões. O Dieese estima que a maior parte do benefício é paga aos trabalhadores formais nos dois últimos meses do ano – em 30 de novembro e 20 de dezembro -, mas o cálculo também considera as parcelas quitadas ao longo do ano. Do total de brasileiros que devem receber o benefício, aproximadamente 48 milhões, ou 57,8%, são trabalhadores do mercado formal. Entre eles, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada somam 1,9 milhão, o equivalente a 2,2% do conjunto de beneficiários. Do montante a ser pago, perto de R$ 132,7 bilhões, ou 66,2% do total, irão para os empregados formalizados, incluindo os trabalhadores domésticos. Outros 33,8%, cerca de R$ 67,7 bilhões, serão pagos aos aposentados e pensionistas. Os aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS) representam 34,1 milhões, ou 40,9% do total. Além desses, aproximadamente 1,1 milhão de pessoas (ou 1,3% do total) são aposentados e beneficiários de pensão da União (Regime Próprio). Há, ainda, um grupo de aposentados e pensionistas dos estados e municípios (regimes próprios) que também vai receber o 13º e que não pode ser quantificado. Considerando apenas os beneficiários do INSS, o equivalente a 34 milhões de pessoas, o valor recebido será de R$ 44,9 bilhões. Aos aposentados e pensionistas da União caberá o equivalente a R$ 9,8 bilhões (4,9%); aos aposentados e pensionistas dos estados, R$ 10,2 bilhões (5,1%); e R$ 2,7 bilhões aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios. Para chegar a estes valores, o Dieese levou em conta os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho. Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Previdência Social e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).

economia

Impacto financeiro no Estado é de R$ 13 bilhões

Até dezembro de 2017, estima-se que deverão ser injetados, na economia gaúcha, aproximadamente R$ 13 bilhões, em decorrência do pagamento do 13º salário. Esse montante representa aproximadamente 6,5% do total do Brasil e 40,2% da região Sul. Os recursos pagos representam em torno de 3,3% do PIB estadual. O contingente de pessoas no Estado que receberá o 13º foi estimado em 5,6 milhões. Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 51,4%, enquanto pensionistas e aposentados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) equivalem a 46,6%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 2,0%. O número de pessoas que receberá o 13º salário no Rio Grande do Sul em 2017 é superior em 0,08% ao calculado para 2016 (estima-se que mais 4.444 pessoas passarão a receber o benefício). Em relação ao montante, o valor apurado em 2017 cresceu 4,3% frente a 2016 (R$ 12,5 bilhões).

Anefac apurou que 85% dos consumidores planejam pagar dívidas com bônus

Pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) com 1,045 consumidores apurou que 85% dos entrevistados pretendem utilizar o 13º para pagar dívidas contraídas – aumento de 4,94% em relação a 2016. Ao mesmo tempo, houve queda de 33,3% nos consumidores que devem poupar parte do que sobrar para as despesas de começo de ano, como IPVA e IPTU. Segundo Miguel de Oliveira, diretor de estudos e pesquisas econômicas da associação, essa redução se deve ao fato de que, com o maior endividamento das famílias, boa parte dos recursos serão destinados ao pagamento de dívidas, reduzindo o volume que sobra para aplicações financeiras. A maioria (94%) dos entrevistados tem dívidas no cheque especial e no cartão de crédito. Esta é a linha com maior peso na composição das dívidas em aberto dos consumidores, atingindo 51% do total em 2017 – alta de 6,25% ante 2016. O cheque especial responde por 43% do saldo devedor (elevação de 4,88% sobre o ano passado). Apenas 5% dos entrevistados pretendem usar o dinheiro extra para comprar presente – queda de 16,67% na comparação com 2016. Os consumidores têm se mostrado preocupados em reduzir o volume de seus gastos neste Natal: 95% pretendem gastar até R$ 500,00, contra 94% em 2016. A maioria (35%) quer gastar entre R$ 200,00 e R$ 500,00. A Anefac sugere que o 13º seja efetivamente utilizado para o pagamento de dívidas, principalmente aquelas com taxas de juros mais altas, como a do rotativo do cartão de crédito (332,4% ao ano em setembro) e do cheque especial (321,3% ao ano). Quitadas as dívidas, a recomendação é tentar reservar valores para as despesas de começo do ano, além das compras de Natal, para evitar começar o próximo ano novamente no vermelho. “Se possível, adie suas compras para juntar o dinheiro e comprar à vista, evitando os juros. Caso isso não seja possível, pesquise muito, barganhe e compre nos menores prazos possíveis – quanto menor o prazo, menor a incidência de juros”, diz a associação. As compras de Natal podem ser antecipadas. “Quanto mais próximo das festas deixar para comprar, mais caro os produtos ficarão”, alerta a Anefac. Outras compras podem ser feitas em janeiro, quando há queima de estoque em diversas lojas. “Não tendo dívidas, ou após a regularização das dívidas existentes e sobrando algum valor, aplique em um fundo de renda fixa ou na caderneta de poupança”, recomenda a associação. – Jornal do Comércio

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